Sullivan e Massadas no idílico mundo das botas brancas

Nesse espetáculo iluminado por sóis de espuma e tinta guache, aprendíamos a suprimir as frustrações repetindo o mantra "sonhar é poder" entoado logo no café da manhã ao mastigarmos o pão velho com manteiga e sem mordomo pra nos servir.

The Runaways: Serotonina inundando os ouvidos.

O debut é uma overdose de serotonina e estrogênio inundando os ouvidos, inflamando os sentidos, deixando os mamilos dormentes e uma vontade doida de trepar.

Do right woman! A frágil irmandade feminina

Enquanto os homens são capazes de machucar o meu corpo, as mulheres têm o poder de destruir minha alma.

Janele Monáe: Andróide do Pop

Janelle Monae lança mão de todos os ingredientes disponíveis para o sucesso de uma diva pop: estilo musical da moda (hip hop), batida e refrões marcantes, duetos, empolgação, romantismo.

Gang 90: O primo pobre da Blitz

Um sonho estranho nas paredes do prédio, prefiro morrer de vodca do que de tédio.

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31/03/2011

Toda tosquice será perdoada: a trilha de Maria

Quatro horas sob tortura: hematomas, cansaço, água fria e trombadas contra a parede. Os corpos cansados mergulham no silêncio para resistir a tentação de entregar os pontos;  até que num rompante non-sense ela canta esganiçada e alegremente: Já chegou, já chegou/Novamente a bonança/Todo mal já passou/Já voltou a esperança/Vamos dançar e namorar/Sempre alegre ser/Vivendo assim a sorrir/ A vida tem mais sabor/ É o tempo do amor.

Poderia ser Wanderléa abrindo os trabalhos no álbum homônimo, saudando o tempo do amor no alvorecer da ditadura militar; mas é somente Meg Maria Merillo em mais uma demonstração da irritante e pavorosa alegria dos ignorantes. Ignorância que quando confinada nas curvas de uma fêmea é mais atributo do que ofensa, atrai testosterona, perdoa tosquices e gera grana, muita grana.

Depois de agraciar os gays e desvalidos, faltava romper o penúltimo grilhão contra o opressor – o homem branco, hétero e remediado - e conceder o prêmio para uma representante do sexo frágil. Ou em uma fala bialesca, agraciar uma deusa que passeou distraída pela Ágora tropical que uma década de BBB criou. 

Mata-me depressa: de Maria Madalena Meg a simplesmente Maria

Tal como os um album de Wanderléa, amor, separação, dor e vingança boba andaram de mãos dadas na trajetória de Maria. Com a urgência típica dos adolescentes envolveu-se cedo com um dos participantes; enviuvou em um luto que diluiu-se após duas latas de cerveja e na aparição de um outro alguém.

Mas o ex voltou das trevas do “mundo lá fora” com sangue nos olhos, sentindo-se traído pelo passado e presente como Meg e ela passou a exalar por todos os poros masoquismo e auto-piedade, incorporando a Ternurinha da Jovem Guarda em escândalos que só são bonitos nas canções de dor-de-cotovelo: eu quero tanto um pouco de carinho/não me maltrate/não seja tão ruim/está em seus olhos que você gosta de mim, suplicava embaixo do edredon ou atirando a calcinha no rosto do seu algoz. Cansada de se humilhar sem ganhar um mililitro de saliva, leu algumas páginas de um manual para conquistar homens, fez uma prova de fogo com o ex e saiu por aí repetindo o consolo dos rejeitados: ele não me merecia.

Entregou-se a outro bem, para delírio do público feminino que via os conselhos de mãe se concretizar em tempo recorde: pare de chorar, logo logo você vai encontrar alguém melhor que ele. E pra coroar a sorte grande, o novo amor de Maria era um doutor que ostentava cavalheirismo (ou bananice?) e beleza em altas doses; que não hesitou em protegê-la mesmo ciente de que ela jamais hesitou em votar nele para a eliminação.

Enquanto os colegas de confinamento brigavam por miudezas como combinação de votos, alianças sexistas e auto-marketing para faturar um milhão e meio de reais, Maria viveu o programa como uma guria de 13 anos em férias de verão: só pensava em amar e ser amada - verbo conjugado no tempo etéreo, onde qualquer atração é impar e arrebatadora.

Bial e alguns analistas teimam em acreditar que a vitória é um sinal de ruptura no conservadorismo da moral do brasileiro - uma mulher dadivosa, que ficou com dois homens no programa, que dizia aos quatro ventos que sentia falta de sexo, conseguiu conquistar a preferência do público – e que a auto-flagelação de Maria foi assunto em botequins e rodas de café.

Ledo engano, o público do programa é afeito a narrativa folhetinesca e ao encarnar a mocinha apaixonada e rejeitada, Maria eclipsou Meg e seu passado obscuro disponível em qualquer sextube. Conquistou o público feminino que identificou-se com alguém que erra por “amar demais”, e o séquito masculino pela beleza e burrice, pois é bonitinho e meiguinho ser burra (para alguns incautos é  até sinal inconteste de feminilidade).

Maria ganhou o milhão e meio por ser exatamente o que se espera que uma mulher seja: burra, traíra, sentimental, inofensiva e inconseqüente.  


Ouça a trilha de Maria: Wanderlea - 1967 



Faixas:
01. Gostaria de Saber
02. Nenhuma Carta Sua
03. Vou lhe Contar
04. Você Tão Só
05. Ele é Meu Bem
06. Menina Só
07. Hei de Encontrar Meu Bem
08. Acho que Vou lhe Esquecer
09. Horóscopo
10. Te Amo
11. Prova De Fogo
12. Meu Bem Só Gosta de Mim
13. Vou Conseguir
14. Vou lhe Deixar

16/02/2011

Do right woman!! A frágil irmandade feminina

Mulheres unidas são capazes de  feitos memoráveis: dar o ponto certo da massa da empada, acabar com o tesão dos Beatles em cantar ao vivo, libertar-se de repressão milenar em poucas décadas, soterrar a caixa postal do João Bidu e fazer música boa como provam as divas do jazz, as rainhas do pop e as “sacudas” do rock.

Mulheres unidas também são capazes de equívocos memoráveis como não entender/ignorar/subestimar a fórmula da empatia entre persona e público de um reality show que já está na sua décima primeira edição.  Passam anos, passam Anas, e as sisters SEMPRE caem no erro craso de criar um clube da Luluzinha sob o lema equivocado, burro e utópico de Mulher nunca ganhou um BBB! .

Equivocado pois, duas mulheres já ganharam o milhão: a babá Cida e a tiazona Mara. Venceram por serem pobres, por darem chance ao público de fazer justiça social com as próprias mãos, ou melhor, com as ligações. Não ganharam por serem representantes do sexo “frágil”, e sim por representarem aquilo que vemos (talvez sejamos) todo o dia, mas que a televisão odeia mostrar: pobreza, baixa escolaridade, tragédias familiares, fatalismo, acalento do sonho da casa própria a cada prestação do Baú da Felicidade.

Destruidoras de almas.

Mulheres unidas perigam ser vencidas quando seus interesses entram em conflito. Mulheres frustradas são capazes de ultrapassar os limites da competição saudável e justa por uma gama variada de motivações: pretendentes, cargos, beleza, cantadas.

Diana e seus delírios "As mulheres vão dominar o mundo"
Em uma situação de confinamento como o BBB, onde amizades e amores transitam entre o “para sempre” e o “nunca mais” a fragilidade dos relacionamentos femininos evidencia-se: as sisters formaram uma máfia para eliminar os homens, os mesmos machos que elas assediam nas festas sob a desculpa da bebedeira; agora se voltam contra igual por pura inveja. Adriana foi isolada pelas mulheres por ser bela, enquanto os homens a ignoram por respeito ao interesse do belo e burro Rodrigão.

No livro Twisted Sisterwood a escritora norte-americana Kelly Vallen expõe as distorções da dita irmandade feminina, reiterando os conselhos das nossas avós: 90% frequentemente percebem maldade e negatividade emanando de outras mulheres, 85% afirmaram ter sido traídas por suas amigas, 75% disseram ter sofrido com o comportamento de amigas íntimas ciumentas e competitivas - um dos seus maiores traumas é um exemplo de como as mulheres podem ser cruéis umas com as outras quando sentem ciúme ou são ameaçadas: numa festa da faculdade Vallen bebeu demais, foi abusada por um colega, não foi socorrida pelas amigas que ainda a repreenderam, expulsaram-na do alojamento e criaram uma rede de intrigas que se estendeu por todo o curso.

Antes que fiquem de mimimi: as mulheres não estão fadadas a serem desleais, o que faz com que elas sejam mais propensas a comportamentos traiçoeiros é a forma com que trabalham suas frustrações e raivas: internalizando-as, remoendo-as, evitando a todo o custo o confronto direto. A válvula de escape, algumas vezes, acaba sendo “vinganças” bem peculiares. Como disse Valen: Enquanto os homens são capazes de machucar o meu corpo, as mulheres têm o poder de destruir minha alma.

Feministas míopes

Diana, Nathalia e companhia também demonstram altos índices de burrice ao acreditarem piamente que o público atenderá aos apelos de uma manifestação sexista e anacrônica: a mulher vai dominar o mundo, somos mais sacudas que os homens dessa casa, mulheres unidas jamais serão vencidas Uhu!!

Ignoram que há tempos a sociedade não está mais dividida em simples dicotomias: homens x mulheres, pobres x ricos, negros x brancos. Dentro das ditas minorias há um mar de interesses difusos, basta observar as diferentes características do elenco feminino do programa: bissexuais, transexuais, ingênuas, carentes, bobas alegres... O que as unem além do fato de terem uma vagina? O hino feminista Respect, na voz de Aretha Franklin, é um exemplo da heterogeneidade das “minorias”. Quem sentia necessidade de pedir respeito nos EUA sessentista? Mulheres de todas as etnias, negros reprimidos por décadas de segregação, jovens sob a sombra do alistamento. 

Negra, mulher e artista, Aretha Franklin bradava por respeito a todas as diferenças; e não tinha reservas em cantar sua feminilidade no álbum I Never Loved a Man (The Way I Love You). Ironicamente, Ottis Redding compôs a canção na intenção de pedir respeito e reconhecimento a uma mulher, a versão de Aretha somente reverteu os papéis. 

É preciso distinguir feminismo de revanchismo sexista. Colocando de lado teorias e radicalismos o princípio básico do feminismo consiste na igualdade economica-cultural-social entre os sexos, porém com os estrogênios em ebulição muitas defensoras do feminismo enveredaram pelo caminho da revanche discursando à exaustão o quanto são mais fodas que os homens: somos mais sensíveis, mais compreensíveis, a vagina tem poder.... E se perdem quando pensam que o caminho para a igualdade é imitar e superar as características masculinas.

Vencida a etapa da igualdade básica de oportunidades entre mulheres e homens, o feminismo no século XXI tem questões complexas a tratar: como investir na sensualidade sem retroverter a condição de objeto sexual? Como exaltar a feminilidade num mundo predominantemente masculino sem ceder ao revanchismo? Como falar abertamente do apetite sexual sem parecer uma puta aos olhos de outros? 

Questões que a tropa de calcinha do BBB está muito longe de ajudar a responder, precisam amadurecer as regras do clube da Luluzinha e abolir as simplificações infantis. Se eu fosse o Bial, diria: Feministas, crescei-vos.. o recreio acabou.
01 respect
02 drown in my own tears
03 i never loved a man the way
04 soul serenade
05 dont let me lose this dream
06 baby baby baby
07 dr. feelgood
08 good times
09 do right woman - do right man
10 save me
11 change is gonna come
12 respect stereo
13 i never loved a man the way (i loved you)
14 do right woman - do right man




21/12/2010

Simonal e Roth - A marca da derrota

O fracasso é solitário, estéril. Tem rosto e sobrenome. 
É lugar-comum ouvir após derrotas futebolísticas inesperadas que “futebol se decide nos detalhes”, “é uma caixinha de surpresas”, “é injusto como a vida” e outras frases feitas. Porém, pouco questionamos porque uma categoria esportiva, em meio a tantas outras,  seria capaz de imitar a dinâmica da vida. Pra mim, todas essas afirmações são verdadeiras mas perdem força quando carecem de explicação.
A diferença entre outros esportes e o futebol é que neste a vitória precisa somente de um ponto a mais INDEPENDENTE do desempenho. Um só ponto, num esporte em que pontos são escassos. Não importa se o time dominou os 90 minutos do tempo, teve mais chances ou méritos, o talento aqui sucumbe a um vacilo,  a um lance de azar. No vôlei, basquete e afins isso ocorre com menos freqüência pois prescinde de uma média de desempenho ruim ou uma pane emocional coletiva  - como Brasil x Rússia na final feminina das Olimpíadas de 2004, onde Mari perdeu três bolas do set mas até hoje é titular da Seleção.
No futebol é outra coisa, fugazmente heróis se transformam em inimigos ou vilões, rivais torcem e jogam unidos por um ‘’bem maior”, o árbitro tem poderes tirânicos e mesmo jogando bonito o que entra para a história é o placar e O Cara da derrota. Sem ressalvas ou asteriscos.Dunga, Barbosa (goleiro da seleção de 1950), Roth e Wilson Simonal, por exemplo, carregam a marca do fracasso.
Apesar de acalentar o sonho, Simonal nunca jogou profissionalmente. Sinônimo de sucesso, alegria e ostentação na música brasileira sessentista, ele enfileirava sucessos como “Meu Limão, meu limoeiro”, “Nem que não tem”, “Sá Marina”, “Vesti Azul”; detinha um dos maiores contratos de patrocínios, encantou a diva Sarah Vaughan e tinha um domínio de palco e comunicação com o público como nunca antes  na historia desse país.  

Simona acompanhou de perto a delegação brasileira na Copa de 1970 no México. Concentrava junto com a Seleção de Zagallo, tocava violão com Pelé, era goleiro nos treinamentos recreativos e tinha o  público mexicano em suas mãos, encantados com o swing e a simpatia do ‘’pilantra’’. Voltou ao Brasil com a Jules Rimet na mala, os bolsos estufados, a agenda lotada  de shows e orgias.
Bastou um só erro para alça-lo ao ostracismo: nos idos de 1971 Simonal descobriu que estava falido, acreditara que o contador lhe passou a perna e num ato de fúria e burrice contratou dois policiais conhecidos para dar um aperto no ex-funcionário. A estupidez de Simonal que seria punida com uma pena branda ganhou contornos dramáticos e resultou no exílio que durou até a sua morte em 2002: os policiais surraram o contador nos porões do DOPS.
A capa d´O Pasquim em letras garrafais acusou Simonal de dedo-duro, reiterando a desconfiança das patrulhas esquerdistas de que um crioulinho daquele, contratado pela Shell (multinacional do imperialismo), desfilando com gostosas numa Mercedes branca com estofamento vermelho, boa coisa não podia ser. O publico e os amigos sumiram, ausente no rádio e na televisão, o cantor foi silenciado em velocidade meteórica por causa de uma historia pouco esclarecida.
Marcado pelo fracasso e condenado ao ostracismo, Simonal envelheceu bradando inocência em meio a anúncios de iogurteiras em programas vespertinos decadentes. Como no futebol, as vitorias recentes sucumbiram a um deslize, e Simonal tornou-se “O Cara” da derrota, sem ressalvas ou asteriscos.

Obs: No boletim de ocorrência o contador alegara que o cantor gastava mais do que seus lucros cobriam; em 1994 Simonal conseguiu declaração da Presidência da República de que seu nome não consta nos arquivos do DOPS como informante.

Obs 2: reza a lenda que Celso Roth está em falta com o Exu Caminaloá  - especializados em provocar doenças mentais, até mesmo a loucura. Vingativo, o Exu encarnou no mundo terreno sob o nome de Kaluyituka e comandou uma poderosa equipe de espíritos com a forma de Pretos, ornados de penas na cabeça e na cintura com argolas nos lábios, nas orelhas e nos braços, mais conhecida como Todo Poderoso Mazembe.

Wilson Simonal - México 70
01 - Aqui É o Pais do Futebol (Milton Nascimento / Fernando Brant)
02 - Raindrops Keep Fallin' On My Head (Burt Bacharach / H. David)
03 - Kiki (Nonato Buzar / Wilson Simonal)
04 - Ave Maria no Morro (Herivelto Martins)
05 - I'll Never Fall In Love Again (Burt Bacharach / H. David)
06 - Crioula (Jorge Ben "Jorge Benjor")
07 - Que Pena (Jorge Ben "Jorge Benjor")
08 - Aquarius / Let The Sunshine In (J. Rado / G. Ragni / G. MacDermot)
09 - Garota de Ipanema (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
10 - Ecce Il Tipo Che Io Cercava (Sergio Endrigo)
11 - As Menininhas do Leblon (S. C.)
12 - Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda (Lamartine Babo / Francisco Matoso)


04/03/2010

Rita Pavone

Pelos idos de 1962 os Estados Unidos estava curado da febre do rock and roll. Os movimentos lúbricos de Elvis Presley, as performaces incendiárias de Jerry Lee Lewis e o embalo sacana de Fats Domino perderam espaço para o rock "gomalina" e açucarado de Neil Sedaka, Frankie Avalon, Paul Anka. O rock and roll deu origem a vertentes estilísticas: rock and roll, rockabilly, country-rock, surf rock, rock balada, twist, hully-gully...

A rebeldia foi abrandada, as guitarras diluídas pelos teclados e a voz rascante encoberta pelos maneirismos vocais. O rock and roll amadurecera ao incorporar elementos das bandas crooners cinquestistas? Ou tinha sido fagocitado pela indústria, embalado, pasteurizado e tabelado para a venda?

Nem um nem outro,o impacto comercial e cultural e seus ecos mundo afora e concluir que o rock está imbuído de uma tríade de significados (música, comportamento e mercado) capaz de abarcar no mesmo termo sonoridades tão díspares quanto a de Jerry Lee Lewis, Wanderléa e Them Crooked Vultures.

E na Itália de 1962 os ecos do rock vinham de uma figura sardenta, esmirrada e com agudos estridentes: Rita Pavone, com o single La Partita de Pallone. O
s traços infantis e as letras de romance adolescente destoavam do rock/beat "feio, sujo e malvado" que crescia nas cidades portuárias da Inglaterra.

ícone da cultura pop dos anos 1960, figura carimbada  no Ed Sullivan Show, Rita Pavone enfileirou sucessos  -  Come te non c’è nessuno, Cuore, Datemi un martello, Che m'importa del mondo, Viva la pappa, Il geghegè -  e abasteceu o rock sulamericano de versões e cantoras clones.


Coletânea Rita Pavone

Rita Pavone conquista o mundo







Uma das primeiras aparições de Rita Pavone:


 

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